Parte do Supremo Tribunal Federal (STF) defende pressa nas apurações internas sobre suposto envolvimento de ministros com Daniel Vorcaro. Para essa ala, se a situação for esclarecida até o fim deste ano, diminui a chance de haver impeachment a integrantes da Corte no Senado a partir de 2027, quando a bancada eleita tomar posse. Boa parte dos novatos defende o afastamento de ministros por crime de responsabilidade por participação no caso Banco Master.
Em reunião com a cúpula da PF, o presidente do tribunal, Edson Fachin, pediu a elaboração de um relatório minucioso, com detalhes das referências aos ministros, mas sem qualquer juízo de valor.
No entanto, o plano pode não funcionar. A tendência é que a PF entregue o relatório ao STF somente após o segundo turno - ou seja, a partir de segunda-feira (26). Depois disso, Fachin deve pedir um parecer à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a necessidade ou não de abertura de inquérito contra integrantes da Corte mencionados no relatório.
Em seguida, o presidente deve enviar o caso ao Plenário da Corte, que decide sobre a abertura ou não de inquérito contra ministros. No dia 15 de setembro, o Plenário se deparou com esse tema e não conseguiu chegar a uma conclusão. As discussões foram ásperas, com xingamentos e acusações entre os ministros, e o caso foi adiado com pedido de vista pelo ministro Flávio Dino. A expectativa no Supremo é de um cenário parecido no segundo round para tentar definir o cenário.
