Uma falha de segurança descoberta no kernel do Linux permite que usuários sem privilégios assumam o controle total de servidores e consigam escapar de máquinas virtuais para invadir o sistema hospedeiro. A vulnerabilidade afeta versões do sistema operacional lançadas ao longo dos últimos nove anos e já recebeu um ajuste emergencial.
Identificado como “CVE-2026-74580? e apelidado de “Vghost”, o problema afeta o vhost, um componente do Linux responsável por acelerar a troca de dados entre o sistema principal e os ambientes virtualizados. Ao explorar o erro, um invasor consegue ler e escrever na memória do sistema sem encontrar barreiras de proteção e obter acesso de nível máximo (root).
O achado foi realizado pelos pesquisadores do Tencent Zhuque Lab, da China, com o auxílio da ferramenta Corvus AI. Em relatório técnico publicado na segunda-feira (12), os especialistas alertaram sobre o alcance da falha e defenderam a revisão de certos limites de segurança na computação em nuvem.
Em sistemas operacionais onde a porta de entrada estava aberta para qualquer usuário, a elevação de acesso ocorria de forma direta. No Ubuntu, o acesso inicial ficou restrito a usuários que já pertenciam ao grupo de virtualização (kvm), o que diminuiu a exposição inicial da plataforma.
Respostas das distribuições e correções
O ajuste para eliminar a falha foi disponibilizado no código-fonte principal do Linux no dia 3 de agosto de 2026 sob a identificação “commit de845981da67?.
