As importações brasileiras de papel sulfite da China cresceram 160% entre janeiro e maio deste ano, aumentando a concorrência com a indústria nacional. O colunista Víor Moura analisa o impacto desse crescimento no mercado.
Crescimento das importações
De acordo com dados do COMEXT, compilados pela Indústria Brasileira de Árvores (IBA), as importações de papel sulfite cortado, que inclui formatos como A4, ofício e carta, saltaram de 3.300 para 8.500 toneladas em relação ao mesmo período do ano anterior.
Impacto na indústria nacional
Esse aumento nas importações coincide com uma queda de quase 10% nas vendas da indústria nacional de papel. A situação é agravada pela aplicação de direitos antidumping pelos Estados Unidos sobre produtos chineses e indonésios, que resultou em um redirecionamento das exportações asiáticas para o Brasil.
Preços e tarifas
O papel importado chega ao consumidor brasileiro com preços de 7 a R$ 35 mais baratos do que os produtos nacionais.
A indústria brasileira solicitou ao governo um aumento da tarifa de importação de papel cortado de 16% para 30%.
A CAMEX deve decidir sobre a renovação da proteção ao papel cartão, que vence em outubro.
Desdobramentos futuros
Enquanto a disputa comercial entre China e Estados Unidos persistir, a pressão sobre o mercado brasileiro deve continuar. A China, por sua vez, é a maior compradora de celulose brasileira, o que pode influenciar ainda mais o cenário das importações de papel no Brasil.
