São Paulo, O Ministério Público Federal (MPF) pediu, na última sexta-feira (9/10), a prisão preventiva do policial militar (PM) Guilherme Augusto Macedo, réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, ocorrida em novembro de 2024 em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.
O MPF solicitou a prisão do PM ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), alegando que “as circunstâncias concretas revelam acentuada gravidade e evidenciam a periculosidade do agente”.
O documento é assinado pelo subprocurador-geral, José Elaeres Marques Teixeira, e também sustenta que Guilherme Augusto Macedo perseguiu a pé o estudante após este dar um tapa no retrovisor da viatura que, segundo o órgão, “não ocasionou dano material ao veículo”.
“O jovem de 22 anos buscou abrigo no saguão do hotel em que estava hospedado, onde foi alcançado pelo recorrido e por outro PM. Embora desarmado e sem camisa, não oferecendo risco concreto à integridade física dos agentes, permaneceu sob a mira da arma de fogo. Na sequência, após o outro policial desferir um chute contra a vítima e cair ao solo em razão do desequilíbrio, o recorrido efetuou disparo à queima-roupa contra o abdômen do jovem, causando-lhe lesões viscerais fatais”, aponta o documento.
Essas circunstâncias, defende o subprocurador, evidenciam que a conduta do PM não se limitou a uma atuação policial excessiva ou inadequada.
