A seleção brasileira feminina fechou a rodada de amistosos de outubro com um saldo misto de testes massivos e ajustes defensivos urgentes. Após vencer o primeiro confronto diante da Argentina por 3 a 1, a equipe abriu dois gols de vantagem nesta terça-feira, 13, mas permitiu o empate em 2 a 2 no segundo duelo, mesmo atuando em superioridade numérica durante boa parte da partida.
Apesar do resultado, o técnico Arthur Elias defendeu a opção de utilizar o confronto como laboratório tático, priorizando a avaliação individual e coletiva em detrimento de uma formação engessada:
“Existem jogos em que a prioridade máxima é vencer, como foi com os Estados Unidos. E temos confrontos de Data Fifa que são estratégicos, em que tomamos decisões difíceis, mas importantes.”
Rodagem recorde: 27 atletas testadas
Beneficiado pelo regulamento da série de amistosos, que permitia até dez substituições por partida, o comandante deu minutos a praticamente todo o grupo chamado. Das 28 jogadoras convocadas para a janela de outubro, 27 foram a campo nos dois jogos, apenas a goleira Yanne não teve minutagem.
O primeiro tempo da segunda partida mostrou a versão ideal planejada pela comissão técnica: circulação fluida, pressão alta e volume ofensivo. Bia Zaneratto abriu o placar e construiu a vantagem de 2 a 0. Contudo, as alterações em bloco e a expulsão de uma atleta argentina mudaram a dinâmica da partida, derrubando a consistência defensiva do Brasil e abrindo espaço para a reação rival.
