Nesta quarta-feira, 14, a defesa de Daniel Silveira informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-deputado apresentou uma crise renal na madrugada de ontem e precisou de atendimento médico urgente.
Na petição obtida em primeira mão por Oeste, o advogado Michael Robert informou que Silveira deixou de ir ao hospital naquela madrugada, apesar da recomendação dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência que o atenderam em casa. Segundo a defesa, o ex-deputado temia que a saída durante o período em que deveria permanecer na residência fosse considerada uma violação das restrições judiciais.
Ao amanhecer, com a persistência dos sintomas, ele procurou uma unidade hospitalar, onde uma tomografia constatou cálculos renais.
Por isso, Robert reiterou a Moraes o pedido de análise urgente de um requerimento de retirada da tornozeleira eletrônica, apresentado em 6 de outubro.
Segundo a defesa, Silveira cumpre o regime aberto há mais de um ano, sem registro de violação das condições impostas.
“A urgência médica não se submete ao horário de expediente forense”, disse Robert. “A preservação da vida e da integridade física não pode depender da prévia obtenção de uma decisão judicial.”
Defesa de Daniel Silveira cita episódio de 2024
Para explicar o temor de uma nova punição, o advogado mencionou a ida de Silveira ao hospital em 23 de dezembro de 2024.
