O Brasil não sobrevive somente com o Aeroporto Internacional de Guarulhos e precisa fomentar o desenvolvimento do Galeão, segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, que deu a declaração nesta terça-feira, 13. O evento ocorreu no terminal carioca. Ele ressaltou que o país tem mercado para múltiplos hubs internacionais.
"O Brasil é um país grande e não pode depender unicamente do aeroporto de Guarulhos", afirmou Faierstein. "Precisa impulsionar outro aeroporto internacional importante e esse aeroporto é o Galeão". O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, reforçou a avaliação no mesmo evento. Ele destacou a vocação do terminal fluminense para o turismo internacional.
Os dados estatísticos da Anac fundamentam esse diagnóstico. Os aeroportos do país movimentaram cerca de 130 milhões de passageiros no último ano. Guarulhos concentrou 46,3 milhões de passageiros. Já o Galeão recebeu 17,5 milhões de viajantes. Foi o maior volume registrado desde o ano 2000.
Galeão dispõe de capacidade para 37 milhões de passageiros
O terminal carioca comporta até 37 milhões de passageiros por ano. O Galeão pode absorver mais que o dobro do fluxo atual de passageiros. A ociosidade atual abre espaço para a expansão de voos. A avaliação oficial aponta o Rio de Janeiro como segunda porta de entrada do país.
A concessionária Aena assumiu a gestão do terminal. A empresa planeja investir R$ 1 bilhão nos próximos três anos.
