O Google divulgou, nesta terça-feira (13), uma reestruturação no programa de recompensas por vulnerabilidades no navegador Chrome. A empresa aumentou os valores base oferecidos a pesquisadores de segurança que identificam falhas de segurança, com foco principal em problemas de segurança de memória. A medida representa um recuo parcial em relação às reduções drásticas promovidas pela companhia no início do ano.
A mudança ocorre em um momento em que ferramentas de inteligência artificial (IA) vêm alterando o ritmo e o perfil da descoberta de vulnerabilidades em sistemas de tecnologia. O avanço dessas plataformas automatizadas gerou uma enxurrada de relatórios enviados a programas de bug bounty, o que levou a big tech a recalcular as políticas de incentivo e triagem.
A empresa havia cortado, em abril, de forma expressiva os valores padrão pagos por relatórios para o Chrome. A justificativa era direcionar o foco para alertas acionáveis e de maior qualidade. Na ocasião, pesquisadores da área relataram que algumas recompensas chegaram a ficar dez vezes menores, com a fixação de um valor base de 500 dólares (cerca de R$ 2,5 mil) para falhas de memória.
Com as novas regras divulgadas pela empresa, essa taxa base passa de 500 para 2.000 dólares, cerca de R$ 2.500 para R$ 10.000, em conversão aproximada. Apesar do aumento de quatro vezes no valor inicial, as quantias continuam inferiores às pagas antes da reformulação promovida em abril.
