Eleitos para a Câmara dos Deputados com mais de 3 milhões de votos cada, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) também “puxaram” colegas de partido para a Casa. Os votos do mineiro foram suficientes para eleger, além dele próprio, mais 13 deputados do PL no Estado, enquanto o vereador paulistano garantiu cadeiras para mais sete colegas.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi reeleita com uma votação suficiente para garantir mais três cadeiras à sua federação, além da sua própria. Contudo, os candidatos Raul Marcelo e Juliano Medeiros, que poderiam ser beneficiados, não superaram a cláusula de desempenho individual. André Fernandes (PL-CE), Julia Zanatta (PL-SC), Ana Elisa (PT-MG) e Jeffrey Chiquini (Novo-PR) fizeram votos para levar à Câmara mais um colega além deles próprios.
O fenômeno dos “puxadores de voto” ocorre devido ao sistema de votação proporcional brasileiro, que é o modo de escolha dos representantes da Câmara dos Deputados, das Assembleias Estaduais e das Câmaras Municipais. Os eleitos nem sempre são os candidatos mais votados. A distribuição das vagas depende de um cálculo chamado quociente eleitoral. Na prática, um partido passa a ter direito a uma cadeira a cada vez que os votos em seus candidatos atingem o número calculado para o quociente do Estado.
Em Minas Gerais, por exemplo, o quociente eleitoral foi de 214 mil votos.
