Oi, pessoal! Dando continuidade à nossa série de análises e buscando responder às dúvidas de investidores, empresários e formuladores de políticas públicas, destaco hoje outro setor altamente promissor no Maranhão, o tratamento de resíduos sólidos.
O tratamento de resíduos nos municípios maranhenses vai além da preservação ambiental. É, fundamentalmente, uma questão de saúde pública e de inteligência econômica. O avanço da população e da urbanização aumentou drasticamente a produção de lixo no Brasil. Segundo a ABREMA (dados de 2025), o país gera 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos por ano devido ao forte consumo econômico. Apesar disso, a destinação adequada continua crítica: 34% dos resíduos gerados em 2024 foram para lixões ou aterros controlados, deixando um grave passivo socioambiental.
Em termos financeiros, o país perde aproximadamente R$ 14 bilhões anualmente ao enterrar materiais que poderiam ser reinseridos na cadeia produtiva. Apesar desse enorme custo de oportunidade, a realidade regional é dura, 51,6% dos municípios do Nordeste ainda dependem de lixões a céu aberto. Nesses locais, as operações ocorrem à margem de qualquer condição mínima para o tratamento adequado e a valorização do material, recebendo apenas a destinação técnica e orçamentária para a coleta básica.
Do ponto de vista jurídico, não faltam diretrizes.
