A Netflix cortará mais de 1.000 funcionários em todo o mundo, o equivalente a 6% de sua equipe. Segundo o jornal The Wall Street Journal, os cortes atingirão principalmente as áreas de produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos.
Em e-mail enviado aos funcionários nesta 4ª feira (14.out.2026), os co-CEOs da empresa, Greg Peters e Ted Sarandos, disseram que a medida faz parte de uma estratégia para priorizar recursos e manter investimentos em áreas consideradas de maior impacto. Será o maior corte desde 2022.
A empresa tem adotado diferentes iniciativas para aumentar o tempo que os assinantes passam na plataforma, como a inclusão de canais de programação ao vivo, podcasts em vídeo, transmissões de esportes e eventos e conteúdos produzidos por criadores do YouTube. A Netflix também explora a formação de pacotes com outros serviços de streaming.
Diferentemente do cenário de desaceleração no engajamento, a taxa de cancelamento de assinaturas da empresa nos Estados Unidos permanece abaixo de 3%, segundo dados da Antenna citados pelo The Wall Street Journal. As ações da Netflix, porém, acumulam queda superior a 40% nos últimos 12 meses.
As demissões ocorrem uma semana antes da divulgação do próximo balanço trimestral da empresa. Peters e Sarandos afirmaram que a companhia mantém a previsão de lucro para o ano todo.
