Os preços dos aluguéis residenciais subiram 6,56% de janeiro a agosto de 2026, quase o dobro da inflação oficial no período, de 3,11%, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Os dados são do Índice FipeZAP de Locação Residencial, elaborado com base em anúncios de apartamentos em 36 cidades brasileiras.
O levantamento, divulgado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com o Grupo OLX, também mostra que os aluguéis acumulam alta de 9,16% em 12 meses, ante 4,22% do IPCA no mesmo período. Eis a íntegra do estudo (PDF-100 MB).
Em agosto, os preços avançaram 0,55%, depois de subirem 0,70% em julho. O resultado se deu em um mês de deflação: o IPCA recuou 0,32%, enquanto o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) caiu 0,22%.
ONDE O ALUGUEL É MAIS CARO
São Paulo registrou o maior preço médio de locação entre as capitais monitoradas pelo índice, com R$ 65,36 por m² (metro quadrado) em agosto. Na sequência, aparecem:
Recife: R$ 64,19 por m²;
Belém: R$ 62,15 por m²;
Rio de Janeiro: R$ 61,40 por m²;
Florianópolis: R$ 61,19 por m².
Considerando as 36 cidades acompanhadas pela pesquisa, Barueri (SP) teve o maior preço médio, de R$ 71,92 por metro quadrado. Na outra ponta, Pelotas (RS) apresentou o menor valor, de R$ 20,73 por metro quadrado.
A média das cidades monitoradas foi de R$ 54,47 por metro quadrado.
