Uma nova etapa do maior complexo integrado de energia solar, baterias e hidrogênio da China entrou em operação nesta quarta-feira (14). Instalado em Rudong, na província costeira de Jiangsu, o projeto é tão grande que sua produção anual de eletricidade seria equivalente a aproximadamente 37 dias de todo o consumo de uma capital brasileira como Curitiba.
Isso não significa que a instalação conseguiria manter a capital paranaense literalmente ligada durante 37 dias consecutivos. A comparação considera apenas o volume de energia produzido ao longo de um ano pela parte fotovoltaica do complexo e o consumo médio diário de Curitiba. Há limitações de potência, armazenamento e, obviamente, distância entre os dois lugares.
O complexo de Guohua Rudong reúne 400 MW de geração fotovoltaica, uma estação de baterias com potência de 60 MW e capacidade de 120 MWh e uma instalação capaz de produzir até 1.500 metros cúbicos padrão de hidrogênio por hora. Há ainda uma subestação de 220 kV responsável pela integração do projeto à rede elétrica.
Hidrogênio resolve ponto fraco da energia solar
A ideia é aproveitar melhor uma das maiores limitações da energia solar: o fato de sua produção variar bastante durante o dia.
Quando os painéis estiverem gerando mais eletricidade do que a rede consegue absorver, parte desse excedente pode ser armazenada nas baterias ou utilizada para produzir hidrogênio verde por eletrólise da água.
