Documentos judiciais preservados pelo TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) ajudam a reconstruir histórias de pessoas escravizadas e libertas, incluindo disputas por liberdade, formas de resistência e situações de violência.
Parte desse material foi organizada no “Guia de Fontes Documentais do Arquivo Permanente do TJMG - História Negra: escravidão, liberdades, resistências e violências”, publicado em 2025 e disponível gratuitamente na Biblioteca Digital do tribunal.
O acervo histórico do TJMG reúne entre 600 mil e 800 mil documentos provenientes de mais de 140 comarcas mineiras, com registros que remontam a 1736 e chegam à primeira metade do século XX.
Desse conjunto, o projeto dedicado à história negra já disponibilizou 600 ações judiciais de diferentes regiões do estado, abrangendo processos cujos nomes das partes começam com letras de A a J.
A iniciativa busca ampliar o acesso a registros que permitem investigar não apenas a violência do sistema escravista, mas também a atuação de pessoas negras na busca por liberdade e na construção de redes de apoio.
Os documentos também podem contribuir para pesquisas acadêmicas e para o resgate de histórias que permaneceram pouco conhecidas por séculos.
Processos registram buscas por liberdade
Os registros judiciais ajudam a compreender como pessoas escravizadas e libertas recorreram à Justiça em diferentes momentos da história de Minas Gerais.
