A australiana Power Minerals identificou um intervalo de 91 metros com teor médio de 7,7% de TREO (óxidos totais de terras raras), incluindo 1,39% de óxidos de terras raras utilizados na fabricação de ímãs permanentes (MREO), em uma nova sondagem no projeto Morro do Ferro, em Poços de Caldas (MG).
Os resultados, divulgados nesta quarta-feira (14), incluem um trecho de 62 metros com concentração de 11,1% de TREO e 2% de MREO, além de um intervalo de 23,1 metros com teores ainda mais elevados, de 17,5% e 3,2%, respectivamente.
A companhia também identificou uma amostra de dois metros com concentração de 22,6% de óxidos totais de terras raras, o segundo maior teor individual já registrado no projeto.
Os resultados foram obtidos no furo MFSR-055, realizado como parte da campanha de exploração conduzida pela mineradora para determinar a extensão, a profundidade e a continuidade da mineralização de terras raras no depósito.
Na prática, as perfurações permitem à mineradora investigar o que existe abaixo da superfície, em quais profundidades estão concentradas as terras raras e se o minério se estende por diferentes áreas do terreno. Ao retirar amostras de rocha e analisá-las em laboratório, a empresa consegue identificar a concentração dos minerais e reunir informações para calcular quanto material pode ser aproveitado em uma futura mina.
