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o século 16, Ivan IV, que entraria para a história como “O Terrível”, adotou o título de “czar” da Rússia, inspirado nos “césares” romanos, e deu início a uma formidável expansão territorial rumo ao oriente. Conquistou khanatos (reinos de origem mongol ou turca) e começou a fincar os pés na Sibéria. Se hoje a Rússia é o país mais extenso do mundo, muito se deve a ele, que quase dobrou a área em cinco décadas de reinado.
Mas, quando Ivan morreu, em 1584, a Rússia caminhava para uma grande crise. Seu filho, Teodoro, era um líder fraco e que não deixou herdeiros. Entre 1598 e 1613, o país viveu a Era dos Distúrbios, um período com falsos reis (pessoas que alegavam ser descendentes de Teodoro) e violência extrema entre camponeses e boiardos (nobres feudais). O resultado desses anos de caos foi a ascensão da dinastia Romanov, que ocuparia o trono até 1917, e um saldo absurdo de 5 milhões de mortes, segundo o especialista em atrocidades Matthew White em O Grande Livro das Coisas Horríveis.
Por isso, no século 17, mesmo imensa, a Rússia não era o reino mais poderoso da região. Os russos, cristãos ortodoxos, viviam acuados pelos poloneses católicos a oeste e, especialmente, pelos suecos protestantes ao norte.
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