BRASIL - Um pedreiro de 49 anos saiu de Imperatriz, no Maranhão, e percorreu mais de 2 mil quilômetros até Belo Horizonte, em Minas Gerais, para conhecer uma mulher por quem havia se interessado nas redes sociais. Ao chegar ao destino, descobriu que a suposta pretendente não existia na vida real: ela era uma personagem criada por inteligência artificial (IA).
O caso de Edimar Rocha Martins, divulgado pelo portal Imirante nesta quarta-feira (14), chama atenção para um fenômeno cada vez mais presente na internet: a criação de perfis falsos de pessoas fictícias, com fotografias, vídeos e vozes extremamente realistas, capazes de conquistar seguidores, gerar engajamento e até ganhar dinheiro nas redes sociais.
Com o avanço da tecnologia, distinguir pessoas reais de personagens digitais está se tornando cada vez mais difícil. Essas contas podem apresentar rotinas aparentemente comuns, viagens, relacionamentos e experiências que nunca aconteceram, levando usuários a acreditar que estão acompanhando a vida de alguém real.
Embora nem todos os perfis criados por inteligência artificial tenham objetivos fraudulentos, a falta de transparência pode provocar situações de engano, como a vivida pelo pedreiro maranhense, além de abrir espaço para golpes financeiros e relacionamentos fictícios.
