A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à recusa da inteligência artificial da Meta em gerar uma imagem eleitoral do petista, enquanto atendeu a um pedido semelhante envolvendo Flávio Bolsonaro (PL). Integrante da campanha e do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho acusou as big techs de interferirem na disputa eleitoral e afirmou que o grupo não aceitará o que considera um tratamento desigual entre os candidatos.
A inteligência artificial da Meta, disponível no WhatsApp, recusou um pedido para criar uma bandeira verde e amarela com o nome de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o número 13, mas gerou uma imagem semelhante com o nome de Flávio Bolsonaro (PL) e o número 22. A diferença foi identificada em um teste realizado pela Jovem Pan nesta quarta-feira (14).
A ferramenta recebeu solicitações semelhantes, com alteração apenas do nome e do número dos candidatos à Presidência da República. A imagem solicitada para Flávio foi produzida, enquanto a de Lula não foi gerada.
O resultado mostra que, nas solicitações realizadas pela reportagem, a inteligência artificial apresentou comportamentos diferentes diante de pedidos equivalentes de criação de material eleitoral. O teste, por si só, não permite determinar o motivo da recusa.
Em áudios enviados à Jovem Pan, Marco Aurélio Carvalho afirmou que as eleições devem ser decididas pelo voto e criticou o comportamento da ferramenta da Meta. “Vamos tomar providências jurídicas.
