O desempenho do setor de serviços voltou a decepcionar em agosto, evidenciando a desaceleração da atividade econômica no país poucos dias antes do segundo turno da eleição presidencial, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14).
O volume do setor caiu 0,1% antes de julho e teve alta de 0,6% no mesmo mês do ano anterior. Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam um crescimento de 0,4% na comparação mensal e uma alta de 1,1% na comparação anual.
Em julho, o setor de serviços já apresentava expectativas de crescimento frustradas, mantendo-se estável em relação ao mês anterior.
Os novos dados do IBGE mostraram que três das cinco atividades das relacionadas foram retraídas em agosto de julho: Transportes (-0,2%), Profissionais, Administrativos e Complementares (-0,2%) e outros serviços (-1,0%). Já os serviços prestados às famílias cresceram 2,1%, enquanto o segmento de informação e comunicação manteve-se estável.
A economia brasileira vem demonstrando de saque em meio a um cenário de juros elevados, ainda que em queda. Em julho, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) registrou retração de 0,5% sobre junho, no terceiro recuo mensal consecutivo do índice.
