Vender para outro país pode significar conquistar novos mercados, ampliar receita e reduzir a dependência do consumo doméstico. Mas existe uma etapa anterior ao navio sair do porto, ao caminhão cruzar a fronteira ou à carga entrar em um avião, e que costuma exigir bastante capital: produzir aquilo que será exportado.
Uma empresa pode ter comprador no exterior, pedido encaminhado e capacidade instalada para produzir. Ainda assim, precisa pagar fornecedores, adquirir insumos, mobilizar a fábrica, remunerar funcionários e financiar todo o ciclo de produção antes de embarcar o produto e concluir a venda internacional.
É justamente nesse intervalo entre o pedido de exportação e o embarque que atua o BNDES Exim Pré-embarque indireto, linha do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) destinada ao financiamento da produção de determinados bens brasileiros que serão vendidos ao exterior. A operação é chamada de “indireta” porque o empresário não contrata o crédito diretamente com o BNDES: o acesso ocorre por meio de uma instituição financeira credenciada.
“Mais de 90% do mercado mundial está fora do Brasil. Por isso, baratear o custo do financiamento das exportações de empresas brasileiras é fundamental para que a indústria tenha condições de ampliar mercados, ganhar escala e ser mais competitiva”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do banco.
