Quatro anos após a NASA atingir um asteroide para testar uma estratégia de defesa planetária, a sonda europeia Hera se prepara para investigar as consequências da colisão. A missão vai examinar Dimorphos e Didymos para esclarecer como o impacto alterou os dois corpos celestes.
A espaçonave DART colidiu com Dimorphos em 26 de setembro de 2022 e reduziu em cerca de 33 minutos o tempo que ele leva para orbitar Didymos. O teste funcionou, mas os cientistas ainda não sabem exatamente o que aconteceu na superfície do pequeno asteroide.
Uma investigação no local do impacto
A Hera, lançada em outubro de 2024 pela Agência Espacial Europeia (ESA), tem a primeira manobra de aproximação prevista para 15 de outubro. Depois de três manobras de frenagem, a sonda deverá chegar a cerca de 30 quilômetros dos asteroides no início de novembro. Em dezembro, a aproximação será ainda maior.
A missão permitirá examinar detalhes que telescópios não conseguiram revelar. Os pesquisadores querem descobrir o tamanho da cratera, verificar como as rochas se reorganizaram e investigar se houve transferência de material entre Dimorphos e Didymos.
Patrick Michel, cientista planetário do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França e investigador principal da missão Hera, comparou o trabalho a uma investigação policial. “A Hera quer ser o detetive, como o inspetor Colombo, voltando à cena do acidente”, afirmou em nota.
Outra questão envolve o movimento de Dimorphos.
