A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), instaurou procedimentos para apurar um caso de suposta homofobia praticado pelo padre Moacir Anastácio de Carvalho.
Líder de expressiva influência na capital do País, pároco da Paróquia São Pedro, em Taguatinga, e fundador da comunidade de evangelização Renascidos em Pentecostes, o sacerdote é acusado de disparar ofensas discriminatórias como “sapatão” durante uma celebração religiosa após o resultado do pleito eleitoral.
O episódio ocorreu no dia 6 de outubro de 2026, ao encerramento de uma missa com transmissão ao vivo pelas redes sociais. Motivado pelo descontentamento com o desempenho nas urnas de sua candidata a deputada distrital Cricia Martins, cantora de Pentecostes, psicóloga e missionária há mais de 30 anos, o pároco proferiu um sermão repreendendo publicamente os fiéis.
Segundo o registro policial, o sacerdote manifestou frustração com a falta de apoio da congregação à sua aliada e passou a tecer comentários depreciativos sobre o cenário político. Em tom crítico, afirmou perante os fiéis e os espectadores virtuais que sua candidata precisaria “virar sapatão” para garantir uma vitória eleitoral, referindo-se de forma pejorativa a figuras públicas eleitas no pleito.
