Os carros atuais estão cada vez mais conectados e, com isso, ligados aos aplicativos e aos serviços digitais. Essa conectividade facilita a vida do motorista, mas também cria uma questão que nem sempre aparece na hora da compra: o que acontece com as informações geradas pelo veículo enquanto ele circula pelas ruas ou fica estacionado?
Parte desses registros é necessária para oferecer funções como assistência em emergências, diagnóstico remoto e controle de recursos pelo celular. O problema está em entender quais informações são coletadas, por quanto tempo ficam armazenadas e se podem ser utilizadas para finalidades que vão além do funcionamento do automóvel.
Uma apuração publicada pelo UOL Carros consultou as dez montadoras líderes de vendas no Brasil e analisou políticas de privacidade e termos de serviços conectados. As respostas mostraram diferenças na transparência das fabricantes e nas condições de tratamento dos dados. GWM, Hyundai e Renault responderam detalhadamente às perguntas, enquanto outras marcas apresentaram informações mais genéricas ou não responderam.
Quais informações o carro conectado consegue registrar?
A lista vai além da localização por GPS. Dependendo do modelo e do serviço contratado, os sistemas podem registrar quilometragem, velocidade média e máxima, nível de combustível ou bateria, pressão dos pneus, estado das portas e alertas de manutenção.
