No dia de homenagens à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, nesse 12 de outubro, religiosos destemidos falaram à alma dos que acreditam num mundo livre, sem armas, sem violência. Exortaram pela civilidade contra o atraso. Da Basílica de Aparecida à matriz de Afogados de Ingazeira, sertão pernambucano, a pregação foi corajosa em favor dos desassistidos, contra o retrocesso.
Do Sertão do Pajeú, dom Limacedo Antônio da Silva, ousou: “O que está em jogo não são duas pessoas disputando o segundo turno. É muito mais do que isso, é o nosso futuro, minha gente. Corremos o risco de enfrentar uma ditadura. Digo sem medo. Tenho responsabilidade. Se eu não disser, estarei pecando diante de Deus e diante de vocês. Não posso me dispensar de dizer isso. Não seria fiel ao que prometi”. Dom Limacedo provocou os fiéis: “Como Deus vê uma criança com uma arma na mão? Quando vi, pensei: o mundo está se acabando”.
Em Aparecida, Alckmin na plateia, o Arcebispo Dom Mário Antônio da Silva seguiu na mesma linha, pregou a “paz desarmante e desarmada”. “Quem escuta a Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da miséria, da violência, da solidão, das crianças e famílias feridas, dos jovens sem esperanças, dos idosos abandonados, das guerras e da destruição da natureza”.
Orgulho de estar desse lado da história. Honra de ser contemporânea de Luís Inácio Lula da Silva, o maior líder político da história do Brasil.
