O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma carta dirigida aos evangélicos para a reta final da campanha eleitoral. No documento, o petista procura estabelecer pontos em comum com esse público e destacar o compromisso com as famílias brasileiras. Ele reconhece que não pertence à religião, mas afirma compartilhar com os fiéis a preocupação com o bem-estar familiar.
“Apesar de não ser evangélico”, Lula afirma ter em comum com os cristãos o compromisso de cuidar das famílias brasileiras. O presidente também atribui sua chegada ao comando do país à “proteção divina” e diz ter sido guiado por Deus.
A mensagem reúne referências à fé e a propostas defendidas pelo governo. Entre elas, Lula cita a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, e a proposta para acabar com a escala de trabalho 6x1.
Lula associa jornada de trabalho à vida religiosa
Ao tratar da mudança na jornada de trabalho, Lula argumenta que a redução dos dias trabalhados pode fortalecer os vínculos familiares. O presidente também destaca que a medida permitiria aos trabalhadores dedicar mais tempo à vida religiosa, inclusive à participação em cultos e momentos de adoração nas igrejas.
A proposta estava prevista para votação no Senado nesta quarta-feira, 14. Na carta, o petista também afirma que não pode ser acusado de defender políticas que levem ao fechamento de templos religiosos.
Ao final da mensagem, Lula pede que os evangélicos recorram à oração antes de decidir seu voto.
