Com a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 cada vez mais próxima no Senado, entidades do setor produtivo passam a se manifestar sobre uma suposta aprovação da medida, que muda a jornada de trabalho no país.
Segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), por exemplo, a homologação da PEC pode trazer consequências como a “precarização imediata de serviços essenciais, como os prestados por restaurantes, hospitais, clínicas e escolas”, afirmou o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, em nota à imprensa.
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De acordo com o presidente da associação, o fim do modelo atual traz custos “tremendos” para a sociedade, que ainda não são conhecidos por todos, podendo gerar ainda um “desastre socioeconômico”.
Para a Abrasel, a PEC também não deveria ser pauta para o período eleitoral, que se encerra em 25 de outubro com mais uma disputa presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O que esperamos é que a votação em segundo turno da medida fique para depois das eleições e que, com serenidade, o Brasil possa discutir o tema com mais profundidade e, eventualmente, aprová-lo ou não”, constatou.
