São Paulo, Secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, o ex-delegado Osvaldo Nico Gonçalves colocou em dúvida o número de tiros que atingiram Gustavo Munis, de 20 anos, morto na madrugada do último sábado (10/10) durante uma abordagem da Polícia Militar (PM) na qual quatro agentes dispararam pelo menos 45 vezes contra o jovem.
Segundo informado por ele em entrevista ao Metrópoles, durante a análise dos legistas foram encontrados apenas quatro projéteis no corpo de Gustavo, o que difere do número apresentado em análise preliminar no boletim de ocorrência do caso, no qual constava que o jovem teria sido vítima de 27 perfurações, dentre os 45 disparos realizados com pistolas calibre.40 pelos policiais.
Para Nico, o número registrado inicialmente pode ter sido tão alto por conta de possíveis contagens duplas, no caso de projéteis que tenham atravessado o corpo de Gustavo e resultado em duas perfurações para uma única bala, por exemplo. Ele foi atingido na cabeça, no tórax, nas pernas e nos braços.
Em relação ao número de disparos, confirmado a partir da quantidade de cápsulas recolhidas no local, o secretário adotou cautela e afirmou que é “cedo para afirmar” se houve excesso, apontando que os laudos ainda não foram finalizados, o que deve acontecer nos próximos dias.
Gustavo Munis de Santana trabalhava como jovem aprendiz, não tinha antecedentes criminais e morava com a mãe e irmãs em Moema, na zona sul de São Paulo.
