O ITMI (Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente), presidido pela cardiologista Ludhmila Hajjar, será responsável por aumentar a eficiência nos atendimentos de alta complexidade do SUS (Sistema Único de Saúde) em todo o país.
Foi publicado na 3ª feira (13.out.2026) decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que torna o ITMI responsável pela Rede Nacional de Hospitais e Serviços e Medicina de Alta Precisão. Houve um processo seletivo para a escolha do ITMI, uma OS (organização social). A rede havia sido anunciada em janeiro de 2025.
“É um projeto de Estado para a saúde. Entes distintos definiram que nós precisamos modernizar a alta complexidade do SUS”, disse Hajjar, professora da titular da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).
O objetivo, disse Hajjar, é “pular etapas que só servem hoje para burocratizar o sistema e diminuir a chance de o paciente sair vivo”. Pacientes de alta complexidade terão vaga mais rapidamente. A gestão do sistema terá uso intenso de tecnologia, incluindo IA (inteligência artificial).
A médica acrescentou que é necessário eliminar desperdícios. “Hoje, a perda é gigante. É perda de informação no papel, é passagem de caso”, afirmou.
INSTITUTO DE EMERGÊNCIAS
A Rede Nacional de Hospitais e Serviços e Medicina de Alta Precisão incluirá um conjunto de 14 UTIs (unidades de terapia intensiva) inteligentes nas 5 regiões do país.
O ITMI construirá o Instituto de Emergências do HC (Hospital das Clínicas) da USP.
