O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, na terça-feira (13/10), uma mudança de posição sobre a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Após defender um modelo de jornada flexível, ele afirmou que votará a favor da proposta apoiada pelo governo Lula (PT).
Para integrantes do PT, a mudança de postura ocorre em meio à perspectiva de aprovação da matéria, diante da margem de votos contabilizada pelo Palácio do Planalto e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Segundo parlamentares, Alcolumbre assegurou a integrantes do governo que a PEC conta com outros 16 votos favoráveis, além dos 41 já contabilizados pelo Planalto. Para ser aprovada, a proposta precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.
Na avaliação de aliados de Lula, Flávio e seus interlocutores calcularam que o governo teria votos suficientes para aprovar a medida e avaliaram que aderir à proposta seria a melhor estratégia diante do risco de contrariar trabalhadores favoráveis ao fim da escala 6×1.
Além de demonstrar confiança no placar, Alcolumbre afirmou, na terça-feira, que há apoio suficiente para analisar um requerimento de calendário especial. Se aprovado, o mecanismo permitirá que o Senado vote a PEC em primeiro e segundo turnos já nesta quarta-feira (14/10).
