O coração parou. Por 15 minutos, socorristas lutaram para reanimar o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 40 anos, baleado na nuca por criminosos em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Aquele seria apenas o primeiro capítulo de uma corrida contra o tempo que mobilizou mais de 20 médicos e levou o oficial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) a três cirurgias em 13 dias.
Mais de três meses depois, Pimentel continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apesar de a equipe médica ter indicado, em 22 de setembro, que ele poderia deixar o setor. A coluna apurou que a falta de estrutura para internação domiciliar impede sua saída, prolongando o risco de contrair novas infecções hospitalares.
A batalha para salvar Pimentel, iniciada em 27 de junho, é revelada agora em primeira mão pela coluna, que teve acesso ao prontuário médico do policial. Os documentos detalham as cirurgias e as complicações enfrentadas pelo tenente no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, no ABC.
A coluna apurou que, nessa terça-feira (13/10), o policial apresentava quadro clínico estável. Sem sedação, ele abria os olhos espontaneamente, respirava com auxílio de aparelho conectado à traqueostomia e recebia alimentação por uma sonda no estômago. Seu quadro neurológico, porém, ainda é grave.
Alta da UTI, mas sem home care
Em 22 de setembro, os médicos indicaram a saída de Pimentel da UTI.
