A estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para vencer as eleições no 2º turno tem como principal foco os mais de 33,4 milhões de eleitores que não foram às urnas na primeira etapa das eleições. No entanto, analistas consultados pelo Metrópoles apontam que o índice de abstenção pode ter impacto maior nos resultados de Lula do que nos do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A avaliação é que o perfil majoritário desse contingente é formado por eleitores que tendem a votar em Lula. Os analistas avaliam que, historicamente, a camada que compõe o índice de abstenção no Brasil é formada, majoritariamente, por:
Pessoas de baixa renda e baixa escolaridade;
População jovem e idosos com mais de 70 anos.
Na avaliação do cientista político Antônio Lavareda, esse recorte também converge com o perfil dos eleitores que historicamente estão alinhados ao presidente Lula ou que declaram voto a ele. “Quem perde voto nesse contingente é o Lula, pelo largo quantitativo dos votos dos pobres e baixa escolaridade que formam esse bloco”, pontua Lavareda.
Pesquisas de intenção de voto realizadas pelo instituo Datafolha traçou um perfil dos eleitores. Para aqueles que declararam voto em Lula, o levantamento mostrou:
60% declararam ter até estudado até o ensino médio;
61% possuíam renda familiar de até 2 salários mínimos;
53% jovens de até 24 anos;
51% com 60 anos ou mais.
Razões para abstenções
As razões para não ir votar são diversas e variam conforme a faixa analisada.
