O senador Flávio Bolsonaro (PL) decidiu apoiar o fim da escala de trabalho 6×1, mas integrantes de sua campanha já admitem discutir mudanças nas regras caso ele vença a corrida ao Palácio do Planalto.
A proposta deve ser votada pelo Senado, em primeiro turno, nesta quarta-feira (14/10), a 11 dias do final da disputa entre o candidato do PL e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A intenção, segundo aliados de Flávio, é “modular e adequar” a redução da jornada de trabalho às propostas econômicas de um eventual governo do filho de Jair Bolsonaro (PL), mesmo que o Congresso aprove o texto nos moldes atuais.
Flávio Bolsonaro, que antes criticava a medida, passou a apoiá-la após avaliar que um voto contrário poderia prejudicá-lo na reta final da eleição.
O recuo foi acertado na semana passada, durante conversas com o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha do PL, segundo aliados.
A preocupação é que rejeitar uma proposta de amplo apoio popular dê aos petistas “munição” para apresentar Flávio como contrário aos interesses dos trabalhadores. O senador terminou o primeiro turno à frente de Lula e tenta manter a vantagem na votação de 25 de outubro.
A campanha mantém as críticas aos possíveis efeitos da redução da jornada sobre a economia, principalmente ao aumento dos custos para as empresas.
