A partidarização do processo eleitoral brasileiro tomou conta da Justiça Eleitoral como um todo, incluindo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o STF (Supremo Tribunal Federal). A avaliação é do sócio da Fatto Inteligência Política Rafael Favetti ao WW.
Favetti destacou que o Brasil ocupa uma posição praticamente única no mundo ao contar com um Judiciário que também organiza eleições. “Nós temos no Brasil um Judiciário que também organiza eleições. Isso é quase o único no mundo”, afirmou o especialista.
Comparação com os Estados Unidos
Ao traçar um paralelo com o sistema norte-americano, Favetti observou que, nos Estados Unidos, é comum o debate em torno das indicações de republicanos e democratas para a Suprema Corte, pois os partidos esperam que os ministros indicados orientem seus votos de acordo com questões ideológicas, como raça e aborto.
No entanto, segundo ele, no Brasil o fenômeno da partidarização foi além e contaminou o processo eleitoral de forma mais ampla.
O especialista também chamou atenção para a composição rotativa da Justiça Eleitoral. Ele lembrou que os três ministros do STF que atuam no TSE retornam ao Supremo ao fim de seus mandatos no tribunal eleitoral.
