A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) se manifestou contra uma manobra proposta pelo Banco de Brasília (BRB) para aumento de capital em junho de 2024, meses antes do banco vender ações para fundos vinculados ao Banco Master.
Segundo o documento, o BRB propôs que o GDF fizesse um acordo com um sindicato de bancos e que o Fundo de Participação dos Estados (FPE) fosse usado como garantia.
Na última sexta-feira (9/10), um relatório da PF sobre o aumento do capital do BRB teve sigilo derrubado. Segundo as investigações, a operação tinha potencial de ampliar espaço regulatório do BRB para aquisição de ativos do próprio Master. Sem a venda das ações, por meio do aumento de capital, as operações subsequentes ficariam limitadas ou inviáveis do ponto de vista regulatório. “Ou seja, o aumento de capital abriu espaço regulatório para o BRB adquirir ativos do Master“, enfatizou a PF no relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento da PGDF de junho de 2024, obtido pelo Metrópoles, revela que a primeira proposta consistia em aumentar o capital do BRB por meio da subscrição privada de novas ações por um sindicato de bancos formado pelo BTG Pactual, XP e CitiGroup.
O BRB sugeriu um contrato denominado de “Acordo de Investimentos”, que seria firmado entre o sindicato de bancos e o DF.
