Belo Horizonte, Uma noiva que aparece à beira de uma estrada pedindo carona e desaparece dentro dos carros. Um animal desconhecido, descrito como uma mistura de macaco, galinha e lagartixa. E uma bola de fogo brilhante que desce do céu.
Para tentar encontrá-los, e, quem sabe, até capturá-los, algumas orientações são importantes: não comer chocolate, para evitar atrair mosquitos que, segundo os caçadores, sentem o cheiro da pele; não usar shampoo, que também deixa cheiro; e, em alguns casos, é melhor nem tomar banho. Quem se dispõe a servir de isca humana dentro de uma gaiola deve ficar pelo menos cinco dias sem se lavar.
Essas são algumas das instruções para quem quer participar das expedições periódicas, que incluem caminhadas pela mata e buscas por criaturas misteriosas, como, Noiva de Furquim, Caboclo-d’Água e Mãe do Ouro.
No último dia 10 de outubro, um anúncio publicado pelo jornal O Espeto chamou a atenção: a Associação de Caçadores de Assombrações e Monstros de Mariana (Acam), em Minas Gerais, informou que colocará placas de aviso de perigo em áreas onde o Caboclo-d’Água teria sido avistado. A publicação também convidava os corajosos a participar de um curso para a caçada à criatura, previsto ainda este mês.
A associação reúne amigos, interessados em folclore e curiosos que investigam relatos sobre o sobrenatural e lendas da região, muitos deles centenários.
