São Paulo, O jornalista e ativista ambiental Mateus Fernandes, de 26 anos, passou a sofrer uma série de ofensas racistas e ameaças de tortura e de morte, por meio das redes sociais, após declarar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em meio aos ataques, o profissional teve o endereço residencial exposto e precisou deixar a própria casa temporariamente. Diante da gravidade das ameaças, ele registrou um boletim de ocorrência e acionou o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Mateus relata ter recebido ao menos oito ameaças de morte entre a última quarta (7/10) e essa segunda-feira (12/10), após publicar um vídeo em que articulava uma campanha de “vira-voto”, a favor do candidato petista no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Segundo a representação do jornalista ao MPSP, os ataques foram coordenados e feitos em intervalos regulares de 30 minutos. As publicações incluíam graves ameaças de morte, métodos de tortura física, decapitação, mutilação, manifestações de ódio racial, racismo religioso e apologia ao nazismo.
Quando Mateus passou a publicar as ameaças e ofensas que sofreu, os comentários e perfis foram excluídos. Ele, no entanto, fez capturas de tela que preservam o conteúdo dos ataques.
