Para prevenir infecções e acúmulo de cera, tutores de cães e gatos devem realizar a limpeza do ouvido duas vezes por semana. O veterinário Adalberto Von Ancken explica que o canal auditivo dos animais de estimação têm um sistema próprio de limpeza, mas eles podem precisar de higienização rotineira devido a alergias, infecções ou excesso de pelos. O procedimento exige soluções ceruminolíticas com pH neutro e atenção redobrada ao formato anatômico dos animais.
Anatomia e sinais de alerta em problemas no ouvido
O formato anatômico do canal auditivo, que lembra a letra L, cria um ambiente sem luz, sem oxigênio e úmido. Essa condição favorece a proliferação de bactérias anaeróbias e fungos, especialmente em raças de orelhas caídas, como basset e cocker, ou em animais que gostam de nadar.
O tutor deve observar sinais claros como excesso de cerúmen, odor fétido, secreção colorida, vermelhidão, inchaço e o ato frequente de chacoalhar a cabeça. A diferenciação entre a cera natural e uma infecção é feita analisando a cor, o cheiro e a quantidade excessiva eliminada.
