Belo Horizonte - A transição do governo de Mateus Simões (PSD) para sucessor, o governador eleito de Cleitinho Azevedo (Republicanos), começa com alguns atritos e desconfiança de lado a lado. O principal ponto de tensão entre os grupos é de onde virá o dinheiro para que sejam pagos os mais de 750 mil servidores estaduais a partir de janeiro do ano que vem.
Dois dias após o primeiro turno, Simões já havia manifestado preocupação com a transição entre as gestões e afirmado que mais de 750 mil famílias poderiam ser afetadas. O ex-vice de Romeu Zema (Novo) chegou a chorar.
Minas terá no ano que vem um déficit nas contas de cerca de R$ 9 bilhões e precisa pagar as parcelas de uma dívida de quase R$ 200 bilhões com a União. Segundo o governo atual, haverá dinheiro para pagar 13º e salários até janeiro, mas a transição quer acesso a dados para saber o que vem depois disso.
O próprio Cleitinho Azevedo partiu para questionamentos em comentário feito em postagem nas redes sociais do jornal O Estado de Minas, questionando Simões se “ele mesmo está alegando sua incompetência? Se janeiro já não tem dinheiro para pagar servidores, quem está governando o estado até dezembro?”.
