O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante reunião de líderes na Câmara
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Aliados do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliam que a disputa pela sucessão no comando da Casa está longe de estar definida. A eleição acontecerá em fevereiro do próximo ano, mas já é discutida nos bastidores em Brasília.
Apesar do crescimento da bancada da direita, aliados de Motta apostam que o Centrão fará um movimento de autoproteção para se preservar no poder e evitar que o bolsonarismo amplie sua influência sobre o Legislativo.
Nomes do Centrão lembram que, nos últimos anos, o Congresso ganhou força justamente por não ter um alinhamento automático com o Poder Executivo. Foi isso que permitiu, por exemplo, o avanço das emendas parlamentares.
Outro argumento é que a direita está avançando sobre as cadeiras de partidos do Centrão no Congresso. Por isso, não haveria interesse desses partidos de fortalecer, ainda mais, o PL.
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“O PL cresceu, mas dificilmente terá, ao mesmo tempo, a presidência da República, da Câmara e do Senado, isso enfraqueceria todos os outros partidos”, diz um interlocutor do presidente da Câmara.
Antecipação do debate
Algumas lideranças avaliam que o PL fez um cálculo errado ao já antecipar o interesse em comandar a Câmara e o Senado. O próprio senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, publicamente, que o Congresso está "muito mais à direita do que ele é hoje".
Aliados de Motta fazem contas para mantê-lo na presidência da Câmara e Centrão fala em ‘autopreservação’
