A Band vai manter o debate presidencial deste domingo, 18, e deixará vazio o púlpito destinado ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que decidiu não participar do encontro. A decisão contrasta com o tratamento dado à ausência do presidente Lula da Silva no debate da Globo que acabou não acontecendo na reta final do primeiro turno.
Em 1º de outubro, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio de Lula, que havia decidido não comparecer ao programa. A decisão atendeu a um pedido da campanha petista e também impediu que os candidatos presentes fizessem perguntas direcionadas ao presidente.
Debate: alvo de interferências
A emissora acabou cancelando o debate depois de uma sequência de decisões judiciais. Além da determinação do TSE, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação de Renan Santos (Missão), alterando as condições previstas para o encontro. Devido às manobras da Justiça, Flávio desistiu de comparecer.
Diante das interferências, a Globo alegou insegurança jurídica e cancelou a transmissão. O episódio levantou questionamentos sobre a parcialidade do Judiciário, sua influência nas regras estabelecidas pelas emissoras e na cobertura eleitoral. A Revista Oeste abordou o assunto na reportagem “Judiciário a serviço de Lula”, publicada na edição 343.
Agora, a Band adotou uma posição diferente.
