A presença expressiva de parlamentares de direita no Congresso e o interesse dos políticos em preservar as emendas parlamentares favorecem a possibilidade de aprovação de uma reforma fiscal proposta por Flávio Bolsonaro (PL), caso ele seja eleito presidente, segundo a análise de Christopher Garman, da Eurasia Group.
“Se o Flávio Bolsonaro ganhar, ele está com a faca e o queijo na mão para aprovar as reformas no ano que vem. Ele vai estar com uma bancada expressiva, os parlamentares de centro vão querer se aproximar do governo e também eles reconhecem que, se você não endereçar o gasto obrigatório, o espaço para as emendas vai diminuir ao longo do tempo. Tem o interesse de preservar as suas emendas parlamentares”, disse o diretor durante sua participação na sexta edição do WW Talks.
Segundo Garman, cenários como esse proporcionaram a aprovação de reformas por ex-presidentes, como Michel Temer, com o teto de gastos, e Jair Bolsonaro, com a reforma da Previdência.
“Você sai da eleição, coloca uma super PEC de transição, de meta de dívida, corte de gastos. As condições políticas são muito propícias para aprovar. Geralmente, no início de mandato, você tem capacidade para fazer uma reforma difícil. Michel Temer fez o teto de gastos, Jair Bolsonaro fez a reforma da Previdência.
