O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu por unanimidade, nesta terça-feira (13), manter a retirada de um post que ligava Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao crime organizado, mas liberou a republicação, em separado, do material que cita cobranças de valores a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, pelo senador.
O julgamento tratou de representação do PL contra os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), autores de duas publicações no Instagram feitas em junho, durante a pré-campanha.
Uma delas era um carrossel de 12 imagens, sob a chamada “Flávio Bolsonaro e relações com o crime organizado”, com referências a Vorcaro, ao deputado estadual TH Joias, ao ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar, a milícias e ao Comando Vermelho. A outra trazia uma montagem com a frase “A seleção do crime organizado está escalada. E Flávio Bolsonaro é o técnico”.
Em junho, o relator, ministro André Mendonça, havia mandado remover os dois conteúdos em decisão liminar. Ele afirmou que as peças extrapolavam a crítica política ao atribuir a Flávio ligação com a criminalidade sem “lastro mínimo”.
Nesta terça, o ministro Floriano de Azevedo Marques propôs separar as imagens que associavam diretamente o senador a organizações criminosas daquelas “apoiadas em fatos já divulgados”.
Entre as consideradas lícitas, citou uma que menciona áudio em que Flávio cobra valores de Vorcaro.
