A Netflix deve responder por quase metade da receita movimentada com assinaturas de serviços de vídeo on-line na América Latina em 2026. A estimativa é da consultoria Omdia, que apresentou projeções para o setor durante a Mipcom, evento internacional da indústria audiovisual realizado em Cannes, na França, nesta segunda-feira, 12.
A previsão chama atenção pela diferença entre a fatia de assinaturas da empresa e sua participação na receita. A plataforma deve reunir 63,8 milhões de contratos até o fim do ano, dentro de um universo regional de 190,7 milhões. Isso representa aproximadamente um terço das assinaturas, mas uma parcela próxima de 50% da receita do segmento.
O resultado projetado mostra como a disputa entre os serviços digitais envolve não apenas conquistar assinantes, mas também transformar essa base em faturamento. A Netflix combina diferentes modalidades de assinatura, incluindo uma opção com publicidade, que permite oferecer acesso por um preço menor e obter receita com anúncios.
Streaming amplia participação no mercado audiovisual
A Omdia calcula que o setor de mídia e entretenimento latino-americano movimentará US$ 62 bilhões em 2026, com crescimento de 15,4% em relação ao ano anterior. Desse montante, US$ 35 bilhões devem vir do vídeo on-line. A televisão tradicional, por sua vez, deve movimentar US$ 16 bilhões, segundo as estimativas divulgadas pela consultoria.
A expansão também deve continuar nos próximos anos.
