Um estudo que analisou mais de 300 milhões de exames laboratoriais, aponta que a última menstruação está associada a alterações hormonais, ósseas, hepáticas, renais e metabólicas. Além disso, a análise mostra que as alterações nos hormônios sexuais começam cerca de sete anos antes da menopausa e que a perda óssea se acelera em relação à cessação permanente da menstruação.
Os resultados da pesquisa mostram que o período da menopausa pode causar mudanças abruptas em diferentes sistemas do organismo feminino.
A fase corresponde ao esgotamento dos folículos ovarianos, com flutuações dos hormônios sexuais nos anos que antecedem a menopausa, o que resulta na queda no estrogênio e na progesterona e ao aumento do FSH, porém com diferenciações entre mulheres.
A pesquisa “A reconstrução da dinâmica da menopausa em escala populacional revela um declínio fisiológico abrupto no último período menstrual” foi publicada, na última segunda-feira (12), na revista Nature e pode ser acessada neste link.
O artigo descreve o fenômeno da menopausa como um “precipício fisiológico”, caracterizado por mudanças acentuadas em diferentes funções do organismo. Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram dados de dois grandes conjuntos de informações de saúde: o National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), dos Estados Unidos, e registros médicos da Clalit, uma organização de serviços de saúde de Israel.
