A estudante Manuela Trais, de 29 anos, foi aprovada em um concurso público, porém, impedida de assumir a vaga como professora no IFRS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul), devido “incompatibilidade geográfica”.
Manuela, uma das pessoas mais jovens a obter o título de doutora no Brasil, se inscreveu em um edital para dar aulas de Administração, no campus de Veranópolis, mesmo local em que já havia trabalhado antes. Na época, foi orientada a concorrer na reserva a pessoas com deficiência (PcD), por conta de seu diagnóstico de TEA (Transtorno de Espectro Autista) e doença inflamatória tipo 2.
Segundo relato da pesquisadora, divulgado em suas redes sociais, ao realizar o exame admissional, a junta médica reconheceu que ela poderia dar aulas, entretanto havia uma “incompatibilidade geográfica” entre Manuela e a cidade para qual foi nomeada.
Diante a situação, a estudante foi à justiça para buscar meios que pudessem a ajudar entrar no cargo. O caso tramita no STJ (Supremo Tribunal de Justiça), e será encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Em nota à CNN Brasil, o IFRS explicou que os médicos assistentes da candidata informaram que a estrutura de saúde disponível em Veranópolis não seria suficiente para atender às suas necessidades de tratamento e acompanhamento.
