O cantor Netinho, ídolo do axé music que morreu aos 60 anos nesta terça-feira (13/10), passou os últimos anos de vida impedido de regravar ou divulgar Milla, música que se tornou um dos maiores sucessos de sua carreira e marcou os carnavais pelo país. A restrição ocorreu após um desentendimento com o compositor da canção, Manno Góes, que rompeu relações com o cantor depois de uma discussão entre Netinho e Daniela Mercury nas redes sociais.
Em 2019, Daniela Mercury usou as redes sociais para questionar as críticas do então presidente Jair Bolsonaro ao uso da Lei Rouanet e ao financiamento público do Carnaval. Netinho reagiu à publicação ao compartilhar uma foto ao lado de Bolsonaro e sair em defesa do político.
“Eu nunca usei Lei Rouanet, nem quero. Ele sim me recebeu respeitosamente e não fui lá pedir nada, reclamar nada. Fui lá apenas para dizer a ele que se recuperaria da facada que recebeu”, escreveu Netinho na legenda da publicação em que aparecia lado a lado do ex-presidente.
Compositor de Milla cortou relações após Netinho defender Bolsonaro
Em resposta a Netinho, Manno Góes, compositor da canção Milla, compartilhou um longo desabafo no Facebook, afirmando que cortaria de vez os laços com o cantor da axé music.
Ele acrescentou, ainda, que não gostaria que a música composta por ele fosse associada a um “admirador de Bolsonaro”. “A Milla da música é amor! É liberdade! É diversidade! Jamais seria tortura, homofobia, xenofobia, preconceito.
