Os economistas americanos Robert E. Hall e Michael Woodford foram laureados com o Prêmio Nobel de Economia 2026, pelas décadas de trabalho dedicadas ao desenvolvimento de modelos econômicos que ajudaram governos e bancos centrais a lidar com crises e a inflação. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12), em Estocolmo, na Suécia.
Ao invés de basear seus modelos em variáveis macroeconômicas, como inflação, produção e consumo, Hall e Woodford decidiram focar nas decisões individuais de consumidores e empresas - a chamada microeconomia. Para eles, a chave para o equilíbrio econômico está em compreender como esses agentes tomam decisões diante da escassez de recursos.
O Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas destacou que o trabalho de Hall e Woodford criou a base teórica para que pudéssemos compreender melhor como consumidores decidem entre poupar ou gastar - o que facilita a estabilização da economia por parte de líderes globais após oscilações financeiras.
Essa percepção é frequentemente citada pelos principais bancos centrais do mundo, que agora enfrentam a inflação gerada pela guerra iniciada pelos EUA no Irã. “Com eles, estamos mais bem equipados para lidar com choques na economia, como crises de energia ou mudanças repentinas no consumo das famílias”, disse John Hassler, presidente do Comitê do Nobel.
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Durante décadas, a economia teve um outro norte.
