O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, defendeu nesta terça-feira (13) que a discussão sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, seja feita pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"Ante o exposto, reitero, com especial urgência, a solicitação de submissão da decisão de 11/10/2026 ao referendo do Plenário, por meio de sessão presencial ou extraordinária virtual convocada para esse fim".
Mais cedo, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, reconheceu o registro do canal de WhatsApp pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a ferramenta poderia voltar a funcionar após um prazo de 48 horas previsto em resolução da Corte Eleitoral.
Com essa decisão, Nunes Marques afastou a possibilidade de discussão colegiada sobre o funcionamento do canal, como havia anteriormente determinado Cueva.
Nunes Marques tomou a decisão em um processo apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) contra o canal de WhatsApp. A equipe do candidato do PL questionou a regularidade e o funcionamento do mecanismo, que é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
O canal tem mais de 4 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente e candidato à reeleição Lula.
