Há mais de uma década, a ilha vulcânica de Zavodovski, na Antártida, é acompanhada de perto por pesquisadores. Afinal ela é - ou melhor, era - conhecida por abrigar a maior colônia de pinguins do mundo. O cenário, no entanto, agora é outro: enquanto a população de pinguim-macaroni (Eudyptes chrysolophus) cresceu mais de 28% entre 2011 e 2016, o número de pinguins-de-barbicha (Pygoscelis antarcticus) caiu quase 63%, passando de aproximadamente 542 mil para 201 mil casais.
Esses resultados começaram a ser observados em 2023, quando toda a região foi documentada com um drone. As imagens capturadas foram combinadas com capturas feitas por satélite, com intervalos de cinco anos entre os anos de 2011 e 2025. Os resultados foram, então, publicados no dia 7 de outubro na revista científica Current Biology.
A preocupação é especialmente direcionada aos pinguins-de-barbicha. Não só porque eles tiveram a maior queda em relação ao número de indivíduos, mas também porque poderão precisar ser reclassificados globalmente de espécie “pouco preocupante” para “em perigo”, conforme os critérios de extinção animal.
O que aconteceu?
O vilão para esses acontecimentos é um velho conhecido de todos nós: o aumento da temperatura do planeta. Especificamente no habitat desses animais, a mudança climática tem se manifestado pelo aquecimento das águas oceânicas.
Maior colônia de pinguins do mundo perde 63% dos casais de uma espécie
