São Paulo, O secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, declarou nesta terça-feira (13/10) que entende como “legítima defesa” a ação dos policiais militares (PMs) que dispararam 45 vezes e mataram Gustavo Munis, de 20 anos, na madrugada do último sábado (10/10). Ele foi atingido por 27 tiros após os agentes confundirem um celular empunhado pelo jovem com uma arma.
Em entrevista ao Metrópoles, Nico afirmou que lamenta profundamente a situação, e que “ninguém queria que isso acontecesse”. Também declarou que os agentes envolvidos no episódio estão “muito abalados”, e que receberão assistência psicológica durante o período de afastamento.
Ainda de acordo com o secretário, a ação foi fortemente condicionada pelas circunstâncias, ele destacou, por exemplo, a “posição tática” assumida por Gustavo, que avançou em direção aos PMs empunhando o celular como uma arma, e a iluminação desfavorável do local no momento da ocorrência, durante a madrugada. Além disso, ele afirmou que antes dos disparos serem efetuados, Gustavo já teria corrido dos policiais mesmo após ordem de parada.
Em relação à quantidade de disparos, Nico entende que ainda é cedo para afirmar se houve excesso, e que os laudos acerca acerca do caso ainda não foram finalizados, o que deve acontecer nos próximos dias.
